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02 setembro, 2011

Ilhas Andaman, um paraíso na Índia


Praia linda + bangalô de bambu + preço de banana, perfeito!
Jeito indiano de tomar banho de mar
Bangalôs do Coconut Grove
Uma cama gostosa, mosquiteiro, um lindo visual do mar, a partir da janela do quarto e nada mais! Pra quê mais?
Bangalôs do vizinho, Emerald Gecko
Mercado de peixes, você compra o peixe aqui e o bar da frente prepara para você grelhado na folha de bananeira, uma delícia!!! O mercado funciona das 14h30 até o último peixe.



As Ilhas Andaman e Nicobar são longe de tudo, no meio do nada, entre a Índia e o Sudeste Asiático, a 1.200 quilômetros do continente indiano, mas bem perto da Tailândia e do Mianmar.  
Pouquíssimas pessoas no mundo sabem sobre o arquipélago. E mesmo tão próximas das movimentadíssimas Phuket, Phi Phi e Krabi, na Tailândia, as Ilhas Andaman continuam quase desconhecidas. O motivo? Provavelmente porque chegar em Andaman não é nada fácil, só se chega via Índia (de nenhum outro país), e partindo só das cidades Chennai ou Calcutá.
E o que atrai os poucos turistas, assim como nós, que em suas vindas a Índia dão uma esticada até aqui é o combinação praias bonitas, mar verde claro, com águas calmas, transparentes, praias vazias, quase desertas e exclusivas, sem ninguém por perto e cercadas de coqueiros. É um dos melhores lugares no mundo para mergulhar, graças ao seu isolamento, água clara e cristalina e também pelos seus magníficos corais e ainda com bangalôs de bambu, pé na areia, a preços de “banana”. Perfeito!
O melhor é combinar Andaman com a Índia! Apesar de um lugar precioso, viajar até aqui isoladamente, definitivamente não é um destino que justifica a vinda, o mar é o mesmo que banha as praias de Phuket, Krabi, Koh Phi Phi, na Tailândia, só que ao contrario de lá, quase sem turistas. O que muda são os bangalôs rústicos, o fato de estar em uma ilha na Índia e o orgulho e o prazer de ter vindo em uma ilha quase desconhecida pelo mundo, quase deserta e com pouquíssimos turistas.

Como chegar
Só se chega aqui partinho das cidades Chennai ou Calcutá, na Índia. São 2 horas de vôo de Chennai ou Calcutá até Port Blair, a capital de Andaman e chegando lá são mais 2 ½ horas de barco, para chegar à ilha de Havelock.  
O melhor é ir de avião. As cias aéreas locais Kingfisher, Jet AirwaysJet Lite e Air India, operam vôos diários até Port Blair, a capital das Ilhas Andaman. Pesquise também na skyscanner.

Quanto custa a passagem para chegar aqui?
De Chennai (Índia), custa por volta de U$350 ida e volta.
De Calcutá (Índia), custa por volta de U$445 ida e volta.
O preço da passagem, depende muito de quanto tempo com antecedência você irá comprar.  
Nós compramos com a Kingfisher, de Delhi- Chennai- Port Blair, ida e volta custou U$410 por pessoa, com taxas inclusas.

Qual ilha escolher?
O arquipélago tem 572 ilhas, apenas 36 são habitadas, mas turistas só tem permissão para ir em 12 ilhas para passar o dia (onde não é permitido dormir) e em apenas 10 ilhas para dormir.
Apesar de ter outras lindas ilhas, Havelock é o destino principal dos turistas, tanto dos estrangeiros, como dos muitos indianos, é a mais infra-estruturada, com hotéis, restaurantes... Nós fomos para Havelock

Algumas outras ilhas em Andaman... onde turistas podem ir
- Ilha de Neil está a 40 minutos de Havelock e 1h30 de Port Blair, a vida lá é muito mais calma, a ilha é menor e com menos infra-estrutura que a de Havelock, é linda também, mas bem mais rústica. Partem barcos de Port Blair diariamente as 6h30 e 11h30, a viagem demora por volta de 2 horas e custa Rs195/ U$4,30. 

- Ilha Jolly Buoy e a Ilha Red Skin, são dois excelentes destinos para snorkel, mas não são abertas para visitação o ano todo, é preciso checar! Turistas não tem permissão para dormir nessas ilhas, só é possível ir até lá para passar o dia. É preciso pegar um ônibus em Port Blair para a vila de Wandoor (29 km, em 1½ de viagem), de lá sai barcos para as ilhas. Da vila de Wandoor, partem barcos também para Mahatna Gandhi Marine National Park, mas turistas só podem ir lá com uma permissão adicional.

- Little Andaman, é ideal para surf. Tem somente um barco por dia, partindo de Port Blair, as 6h15, a passagem custa só Rs65/ U$1,42, (não conseguimos entender porque é tão barato, já que é tão longe), são de 7 a 8 horas de viagem e o barco está sempre lotado.

*Se você planeja ir em alguma ilha que necessita de permissão adicional, procure o Andaman & Nicobar Tourism Office, em Port Blair para todas as informações e para solicitar a permissão adicional. Não é sempre que autorizam e sempre tem um custo, por exemplo, a permissão extra para Mahatna Gandhi Marine National Park custa Rs50/U$1 para indianos e Rs500/U$11 para estrangeiros. 
Endereço: Rajbhawan Secretariat Complex, Kamraj Road – Tel. 03192.232579. Veja o site Tourism Andaman

Chegando ao aeroporto em Port Blair...
...e indo para a Ilha de Havelock.
Em Port Blair, é preciso passar pelo controle de entrada de turistas, preencher um formulário e pegar uma permissão especial de visita  para permanecer na ilha, válida por 30 dias, podendo ser renovada por mais 15 dias e assim ficar em Andaman por no máximo 45 dias, sem possibilidade de extensão. A permissão é gratuita.
Depois pegue um táxi ou tuk tuk (Rs100/ U$2,20) para o porto e lá pegue um barco para Havelock.

Barcos...
...De Port Blair para Havelock
Horários: 6h20, 11h30 e 14h00, são 2h30 horas de viagem. OBS: O barco das 11h30, passa na Ilha de Neil e demora 3h30.
Preço: Rs250/ U$5.50, com menos conforto e Rs350/ U$7,50, com mais conforto, mas os dois são com assento reservado.
Duração da viagem: 2h30

...De Havelock para Port Blair
Horários: 9h00, 14h00 e 16h30.

- Tem também o barco privado, o Makruzz, que é mais confortável e mais rápido, demora 1h20, as passagens custam a partir de Rs650/ U$14,20 e sai de Port Blair para Havelock às 8h30 e de Havelock para Port Blair às 16h00, mas na altíssima temporada às vezes colocam mais de um horário por dia. Importante: Funciona só na média e alta temporada, do final de Setembro a Maio, nos outros meses do ano não funciona.

- Na alta temporada tem também a possibilidade de ir para Havelock de sea plane (hidroavião), custa por volta Rs1.000/ U$22 por trecho. Pergunte os horários no aeroporto.

Dicas:
- Fique atento, porque os horários podem alterar!
- O melhor é pegar, qualquer barco, qualquer categoria, o primeiro que tiver, para não precisar dormir em Port Blair.
- Para o retorno de Havelock para Port Blair é importante comprar a passagem com antecedência, porque é sempre lotado, mesmo na baixa temporada e o risco de não ter lugar é grande! A bilheteria do porto de Havelock abre só das 9h00 às 12h00 e das 14h00 às 15h00.
- Passagens antecipadas só são vendidas com no máximo 3 dias de antecedência.

Em Havelock…

Hospedagem
Opções de hospedagem não faltam por aqui, aqui vão algumas...

Dormindo em um bangalô de bambu, rústico e charmoso, no estilo do local
- Coconut Grove, é na praia 5, vizinho do Emerald Gecko, excelente opção para dormir em harmonia com o local, pagando uma pechincha. O quarto tem seu charme, apesar de simples e o melhor, está a poucos passos da praia 5. A diária custa Rs200/ U$4,38 na baixa e Rs400/ U$8,76 na alta, sem café da manhã.
- Emerald Gecko, é na praia 5 e o charme dali está no chuveiro que é ao ar livre. A diária custa desde Rs1.100/ U$24, sem café da manhã.

Dormindo com um pouco de conforto...
Barefoot Resort, é considerado o melhor hotel da ilha e o único da praia 7, mas não é pé na areia, esta a 200 metros da praia e se hospedando ali, você estará longe de tudo, super isolado, a 9 km do centro e da praia 5, só terá a vantagem de estar na praia 7!
A diária custa a partir de Rs4.500/ U$99, com café da manhã
- Wild Orchid, bangalôs de madeira, na praia 5, com diárias de Rs3.500/ U$77, na baixa e Rs7.000/ U$153, na alta, com café da manhã. Para quem quer ter um pouco de conforto, é a melhor opção da ilha, pela combinação, do quarto, hotel, localização e praia. Tudo perfeito!
- Sea Shell, é na praia 2, os quartos são excelentes, um dos melhores hotéis da ilha. Mas uma pena que a praia não é legal, cheia de pedras e não dá para tomar banho. Mas se o conforto do quarto e a beleza do hotel forem mais importantes que dormir em uma praia legal, essa é uma excelente opção. São 2 km da praia 5 e com uma scooter em 10 minutos você estará em uma praia linda. Diária a partir de Rs4.000/ U$87,60, na baixa dá para ter até 25% de desconto, com café da manhã. E-mail: info@seashellhavelock.com 

É bom saber...
- Na alta reserve antes, tudo fica lotado. Na baixa é super vazio, dá para chegar, barganhar e ficar. Mas olhe antes o preço na internet, ligue para o hotel, chegue aqui sabendo quanto custa, para que o tuk tuk que te levou, não leve comissão na diária do seu quarto!
- O melhor é se hospedar na praia 5, a praia é linda, deliciosa para banho e com um mar calmo. Está perto de tudo, do centro, restaurantes, mercadinhos...
- Alugando uma scooter, é fácil se locomover, então qualquer lugar que você ficar é tranquilo, a diferença é que dormindo na praia 5 você estará pé na areia, de uma praia linda. A praia 7 é longe, são 9 km do porto e das praias 3 e 5.
- Todos os hotéis, até os melhores não tem chuveiro com água quente, a ilha tem um grande problema de contenção de energia. Mas se isso for uma exigência, provavelmente eles providenciam baldes de água quente, para um banho de canequinha!

Comer
Os preços dos bons restaurantes são muitos similares entre eles, não alteram muito, uma refeição para 2, com bebidas custa por volta de Rs700/ U$15.
- Red Snapper, o restaurante do Wild Orchid Resort, ali tem um delicioso peixe ou camarão com curry e leite de coco (300 rúpias/ U$6,50) e outros pratos muito bem feitos, foi o melhor restaurante, com as mais saborosas comidas que tivemos na ilha!
- Barefoot At Havelock Resort Restaurant, tivemos ali um almoço, a comida é mediana, nada imperdível! Esperávamos mais por ser no melhor hotel da ilha! 
*Antes o restaurante do resort era o famoso italiano Mahua, na frente da praia 7, mas ele fechou em 2009. Agora o resort tem um restaurante lá dentro, que não se chama mais Mahua e também não é mais cozinha italiana exclusivamente. A chef italiana, continua no comando, só que agora mais eclética, com pratos indianos, thai, italiano, do mediterrâneo, café da manhã e de tudo um pouco! Talvez a mudança prejudicou a qualidade!
- B3, um restaurante com chef e dono suíço, ao lado do porto, serve pizzas feitas no forno a lenha, super bem falada por aqui. Mas é legal na alta temporada, porque na baixa o suíço provavelmente volta para sua terra e o restaurante fica quase abandonado.

As Praias de Havelock...

Radhanagar Beach ou Praia 7
É a mais famosa e para onde todos os turistas vão, tem ondas e uma praia longa. Famosa por ter sido eleita a melhor da Ásia pela revista Time, é muito bonita, mas a melhor da Ásia é um pouco demais!

Praia 5
É onde está a maioria dos hotéis, é linda, tem um mar calmo, sem onda nenhuma, parece uma piscina. Deliciosa para estender uma canga na areia, ficar ali à toa e quando der vontade, cair no mar.
*No mapa está entre a village nº 3 e a Kalapathar village.


Praia do Elefante, a Elephant Beach
É a melhor praia para fazer snorkel. Para chegar lá por terra, é no caminho para a praia 7 e é preciso caminhar em uma trilha por 40 minutos, mas se chover fica quase impossível fazer a trilha, como nos meses de Julho a Setembro, quando fica tudo alagado. O melhor é ir com os barcos que levam para fazer snorkel.

Praias 2 e 3
São cheias de pedra não dão banho.

*a distância da praia 3 e 5 até a praia 7 é em torno de 9 km.

Mergulho, snorkel e pescaria no mar... Quem leva?
- Snorkel e pescaria no mar, podem ser negociadas no porto com os próprios donos dos barcos ou nos hotéis. Cobram Rs3.000/U$66, por meio dia de snorkel, nos melhores pontos, a Elephant Beach e no Lighthouse e Rs4.000/ U$88 por 1 dia de snorkel + pescaria. Esses preços não por pessoa e sim pela saída do barco para até 7 pessoas.
- Para quem mergulha aqui é o paraíso.
Aqui vão três boas operadoras, super profissionais e com bons equipamentos:
Andaman Bubbles, fica no Wild Orchid Resort, na praia 5.
Dive India, na praia 5.
Barefoot Scuba, está na praia 3. Cobram Rs1.200/ U$26,30 por pessoa, para snorkel em 2 pontos de sua escolha entre Elephant Beach, Aquarium ou Lighthouse. E por um dia com 2 mergulhos, cobram Rs3.500/ U$76,65.

Como se locomover na ilha
O melhor é alugar uma scooter (Rs200/U$ na baixa e Rs250/U$ na alta, por dia, as informações pelo caminho são fáceis, tem sinalização, mas na dúvida é só perguntar pelo caminho Tem também quem prefere alugar bicicleta ou se locomove de tuk tuk, que cobra por volta de Rs200/ U$4,40 do percurso da praia 5 a praia 7 e Rs100/ U$2,20, do porto até a praia 5, ás vezes um pouco menos.
* Para percorrer a ilha toda pelo asfalto, do porto ou da vila principal até a Praia 7, são 12 Km e da praia 5 a praia 7, são 9km.

Rajan, o famoso elefante que nada na praia 7, em Havelock...
Hoje o Rajan está sob os cuidados do Barefoot At Havelock Resort, que paga um salário mensal para o seu dono. Se quiser nadar e tirar fotos com Rajan é só ir ao Barefoot Scuba, na praia 3 e agendar um encontro com o bichão. O show está prontinho para o turista. Mas tem um detalhe: ele só gosta de nadar em mar calmo, senão nada feito, ele não entra! Na ilha de Havelock só exitem 3 elefantes e só o Rajan sabe nadar. Segundo contam os funcionários do resort, quando Rajan era bebê, aprendeu a nadar com a sua mãe que transportava madeiras entre as ilhas de Andaman e Nicobar. 
Só o Barefoot Scuba, vende o atrativo, porque o elefante é dele, leia-se: eles alugaram o elefante. Custa Rs9.900/ U$220 para nadar ou fazer snokel com Rajan e Rs10.900/ U$240 para mergulhar com Rajan!

A melhor época para ir
Abril e Maio, são os melhores meses para ir, perfeito! Não chove, os preços já começam a diminuir, não é super lotado de turista e os Israelenses não estão mais por lá.
Junho á Agosto é baixa temporada, tudo fica vazio, os preços caem pela metade, é a época mais barato do ano, mas chove muito. Fomos no final de agosto, choveu todos os dias, quase o dia todo e aproveitamos muito pouco. Evite essa época!    
Setembro, Outubro e Novembro, a chuva diminui, os preços já começam a subir, mas ainda estão mais baixos que na alta temporada e ainda não é super lotado de turistas, são bons meses para vir. Mas os Israelenses começam a chegar/invadir e eles são muitos por aqui, onde eles ficam não dá para ficar, pelo barulho que fazem com musicas altíssimas e sempre estão em muitos e juntos!
Dezembro á Fevereiro é altíssima temporada, tudo fica super lotado e os preços dobram.

Dicas
- Port Blair é feia, só fique ali o necessário.
- Não deixe para sair da ilha no mesmo dia do seu vôo, é melhor ir embora um dia antes e dormir em Port Blair, pode acontecer algum imprevisto com o ferry e você perder seu vôo. Afinal, lembre-se que você estará na Índia.
- Ficamos em Havelock 5 dias inteiros, que são suficientes. Mas se você tiver interesse em conhecer outras ilhas, reserve mais dias!
- Em Havelock tem ATM/cash points, para sacar dinheiro. Não tem Wi Fi, mas tem algumas lan houses com internet lenta. 
- Se estiver em Chennai só em trânsito, porque seu vôo para Port Blair partirá na manhã seguinte e não quiser ir para a cidade, no aeroporto de Chennai tem uma sala do governo indiano com camas limpas e super confortáveis em quarto coletivo, homens e mulheres separados, com direito a chuveiro com água quente e ar condicionado, tudo muito limpo, apesar de simples, é ótimo para descansar ou dormir naquela noite de trânsito sem sair do aeroporto. Procure a sala do gerente do aeroporto e compre o serviço com ele, custa Rs700/ U$15,30, por uma cama e banho quente.  

Link

09 agosto, 2011

3 combinados perfeitos... viagens para fazer junto com a Índia

Praia de Mirissa, no Sri Lanka

Usamos sempre Delhi como hub, depois de muitas pesquisas foi o jeito mais barato que encontramos. Delhi, é de onde saem os vôos mais baratos da Índia.

1) Índia + Sri Lanka + Maldivas
Com a Sri Lankan Airlines compramos um bilhete com 3 trechos para: Delhi - Colombo (capital do Sri Lanka), Colombo - Male (capital da Maldivas) e Male - Delhi. Todos os trechos juntos custou U$450 por pessoa, com todas as taxas inclusas.
O melhor de tudo é que não foi preciso voltar a Delhi, no trecho de Colombo para Male, fomos direto. No site é preciso escolher “multi city” para cotar.

2) Índia + Nepal
Fomos ao Nepal (Kathmandu) direto de Delhi com um bilhete de ida e volta com a Spice Jet por Rs8.170 ou U$184, ida e volta, por pessoa, com todas as taxas inclusas.

3) Índia + Ilhas Andaman
Fomos para as Ilhas Andaman, que pertencem a Índia, em um vôo saindo de Delhi, mas fazendo escala em Chennai, na ida tivemos que dormir em Chennai (Índia), na volta não. Compramos com a Kingfisher Airlines por Rs18.050 ou U$408 por pessoa, ida e volta com todas as taxas inclusas.

Dicas
- Não coloque vôos com horários muito apertados, o mínimo 5 horas de folga entre os vôos. Leve em conta, que no aeroporto de Delhi os vôos locais não são no mesmo terminal que os vôos internacionais e é preciso pegar ônibus. O embarque internacional é perto e o ônibus é gratuito, basta perguntar na saída do terminal e apresentar o bording pass, ou pegar um táxi;
- Se a Índia estiver em alerta de segurança devido aos atentados, como estão neste momento a entrada no aeroporto se torna ainda mais difícil, sem bilhete impresso não se entra e caso você não tenha ele impresso, tem que procurar um balcão da compania para imprimi-lo e já viu... é burocrático e toma tempo;
- Dentro do aeroporto internacional de Delhi, depois do check in tem uma praça de alimentação com McDonald, Dominos Pizza e alguns outros restaurantes, se estiver com tempo, pode fazer uma refeição por lá;
- Para quem está em trânsito e com o boarding pass em mãos, dentro do Índia Gandhi International Airport, no terminal 3, tem o Eaton Smart - New Delhi Airport Transit Hotel, custa por 5 horas, Rs3.755 e por 8 horas, Rs 6.909, é no 5 andar, tel 91.11.4525.2000, email: esnda.info@eatonhotels.com
E no 4 andar tem um Lounge Spa, onde é possível ficar por 3 horas, tomar um banho e relaxar por Rs1.500. Também oferece massagens a parte;
- Para compra de passagens, vale checar os preços na net, nós sempre checamos no skyscanner, mas quase sempre fechamos direto no site da compania aérea.
- Compramos a passagem para as Ilhas Andaman com a agência Akbar Travels of Índia, dentro do aeroporto de vôos domésticos. Foi o melhor preço que encontramos, melhor até que todos da net. Vale dar uma checada nas agências espalhadas pelo aeroporto e ali também vale pechichar, no final fechamos 10% mais barato que o valor inicial. http://www.akbartravelsonline.com/

03 agosto, 2011

As cores na Índia, falam...



Que a Índia é multicolorida muitos já sabem e essas cores estão por todos os lados.
No Rajastão, as cores tomam outro formato no dia a dia dos indianos. Elas não são apenas decorativas, mas falam uma linguagem, a língua de quem a esta vestindo.
A cor dos turbantes pode significar a casta, a religião ou uma ocasião especial. Os da casta Rajputs vestem a cor açafrão; os Brahmins usam pink; os Dalits usam marrom; os nômades, preto; turbantes multicoloridos são para dias de festa. Turbantes branco, cinza, preto ou azul, usados pelos Hindus, significam tristeza. Mas essas cores também são usadas pelos muçulmanos indianos.
Os Hindus acreditam que alguns tons de azul, verde e branco são cores que tendem a ser usadas por viúvos e viúvas. Para quem esta buscando uma pretendente por aqui, as solteiras tendem a usar um vermelho cereja ou amarelo. A combinação de vermelho e amarelo pode ser usada apenas por mulheres que tiveram um filho homem.
O modo como o turbante é amarrado também diz a classe social e a origem da pessoa.
A bandeira indiana tem o verde que representa os muçulmanos, o branco as religiões minoritárias e a cor de açafrão, quase abóbora, quase laranja, quase vermelho, o hinduismo.
Bom, as fotos abaixo falam por si, as imagens sempre falam mais que mil palavras...




O que você precisa saber, antes de ir para Índia




A Índia tem belos monumentos, alguns muito mal cuidados. O que nos impressionou na Índia foram muito mais as coisas ruins, do que as belezas. Na verdade vimos muito menos beleza do que tínhamos em nosso imaginário e esperávamos ver. Viajar pela Índia não é nada fácil e muito menos glamuroso como muitos pensam que é.
Estudamos, estudamos e parece que nunca estamos preparados para Índia, aqui o importante é aprender a abstrair... mas não é nada fácil!

Se nos perguntarem se voltaríamos aqui, a resposta será...
Índia é uma boa experiência, mas nesse momento diriamos que não. Mas é difícil dizer agora, talvez só teremos a resposta quando não estivermos mais na Índia e ai poderemos pensar diferente. 
Aqui acontece um sentimento interessante, talvez de amor e ódio. No inicio ficamos muito chocados, não gostamos e nos perguntamos várias vezes: porque viemos aqui? Depois continuamos achando muito difícil viajar por aqui, tudo muito sujo, muita poeira, pobre, complexo, estranho... mas quando foi chegando o final da viagem começamos a sentir saudades, não sabemos o que acontece, é uma dessas coisas inexplicáveis, talvez seja pelas as cores vibrantes sempre presentes ou pelos indianos super amáveis quando não querem nos vender nada ou pela loucura que é o cotidiano das cidades ou porque quando mais conhecemos menos entendemos esse lugar, tão misterioso e incompreensível para nós ocidentais, talvez seja por tudo isso, que a Índia fascina e traz tantos turistas até aqui, parece que tem alguma coisa na Índia que impregna e que levamos em nossos corações. Parece com aquela pessoa barulhenta que não aguentamos mais e queremos distancia, mas quando não está por perto, sentimos falta dela. Mas tivemos o suficiente e não repetiríamos essa experiência!!

Você acha que está preparado, para vir à Índia?
- Fique esperto: aqui o assédio é intenso, os indianos estão sempre interessados em nosso dinheiro, sempre tentando vender, ás vezes nos enganar ou pedir alguma coisa, seja no hotel ou na rua... Em todos os lugares, a toda hora! Cruzam o seu caminho, a cada passo;
- Todos os dias, a toda hora você terá um indiano te perseguindo, e perguntando: de onde você é qual seu nome. E te diz: só quero te mostrar algo, não precisa comprar, só quero ser seu amigo e praticar meu inglês... Mas ao final todos querem seu dinheiro. E é quase impossível ficar só, mesmo por um instante, contemplando alguma coisa, sempre aparece um;
- A vida aqui é completamente diferente de tudo o que se possa imaginar: a miséria extrema é vista a olho nu, junto com pouca riqueza, mas também extrema;
- Em todas as cidades sem exceção, as vacas, crianças, cachorros, rickshaws, tuk tuk, estão sempre ocupando o mesmo espaço;
- A vaca é sagrada, mas não estão nem ai pra ela. As coitadas das vacas, magérrimas e doentes, ficam o dia inteiro na rua comendo plástico, papel ou qualquer coisa que encontra pela frente;
- Cobram sempre mais do estrangeiro. Nos pontos turísticos você vai pagar no mínimo 25 vezes mais que um indiano e ainda vai pagar uma taxa para que a sua pobre máquina fotográfica também entre;
- Em nenhum momento, nos sentimos ameaçados ou com a sensação de ser roubados. É um país seguro;
- A Índia é muito suja, sem higiene nenhuma, é dificil até para comer, comida indiana é deliciosa, mas em cozinhas limpas.

Importante 
- Se a viagem envolver outros lugares da Ásia, recomendamos que eles fossem feitos depois da Índia, porque a comparação entre a “facilidade” do dia-a-dia nos outros lugares e a “dificuldade” do dia-a-dia na Índia, só torna as coisas mais angustiantes.

Coisas que você precisa saber antes de vir
- Ter os cuidados básicos de lavar as mãos a todo momento e tomar muito cuidado com comida e a água, etc.… garantem a sua saúde. Nós tomamos muito cuidado até com a água do café da manhã, não tivemos problema nenhum, mas vimos muitos estrangeiros passando mal e doentes, aqui todo cuidado com que come e bebe é pouco; 
- Todos os lugares que fomos são turísticos. Não queiramos ser original na Índia e acreditem você não vai querer estar em lugares não turísticos por lá;
- Leve um guia Lonely Planet, ele te ajudará muito;
- Na hora de montar o roteiro, principalmente se o tempo for apertado, estude bem os meios de transporte entre as cidades e os horários de vôos ou trens para que possa viajar com o mínimo de problemas possível. Leve em conta que em muitos trajetos não existem trens nem aviões, e as únicas formas de transporte são ônibus ou carro;
- É importante você saber qual a intensidade do contato que você quer ter com a Índia durante a sua viagem. Dá pra fazer viagens do simples ao exótico. As duas maneiras terão adeptos, então decida-se, estabeleça os seus limites (de investimento, conforto, segurança e aventura) e vá atrás das dicas de quem fez o tipo de viagem que você quer fazer na Índia;
- Viajar pela Índia é barato se você escolher por um jeito muito simples de viajar, pegando trens e dormindo em lugares muitas vezes “inficáveis”, caso contrario, se fizer com motorista, e avião evitando o máximo possível o trem, não é um turismo baratinho como nos países do sudoeste asiático;
- Se contratar um carro com motorista, viagem sempre de dia, nunca à noite;
- O melhor é mixar, um pouco de viagem independente com um pouco das mordomias de contratar um carro com motorista, misturando as duas maneiras, você não deixara de viver, mesmo de carro, uma experiência exótica.

Fique longe das malandragens da Índia
Nunca pegue...
- Táxis e tuk tuks nas portas das estações e aeroportos, tem balcão de serviço pré pagos, que custa entre Rs250 e Rs400. Mas o melhor mesmo é pedir para o seu hotel te buscar, geralmente cobram Rs650;
- Táxis na rua e sem combinar o preço antes.

Nunca acredite...
- Quando um motorista de táxi diz que seu hotel está lotado, fechado ou em reforma. Trata-se de um velho golpe para levá-lo para um outro lugar onde ele ganha comissão, há alguns que até se oferecem para ligar para o seu hotel para confirmar a reserva, e na verdade ligam para seus comparsas que confirmam todo o golpe;
- Nos que se fazem passar por oficiais na estação de trens dizendo que o guichê de venda de passagens para estrangeiros é em outro lugar, há dezenas deles espalhados pela estação toda tentando te empurrar para as tais agências de má fé.
Não permita...
- Que os taxistas e motoristas de tuk tuks façam uma verdadeira peregrinação com você, te levando para ver mil e uma lojinhas ao invés de te levar diretamente para onde você realmente quer ir, eles ganham comissões, combine tudinho, como você deseja que seja antes.

Dicas de transportes
- A Jet Airways, vende um passe aéreo para Índia, dependendo o seu roteiro pode ser interessante. O passe custa por volta de U$800 e você pode voar 6 trechos na Índia;
- Site para compra de passagens de trem http://www.cleartrip.com/;
- http://www.irctc.co.in/, é a site oficial para venda de bilhetes de trem. Cadastre-se e emita suas passagens, mas compre sempre a classe com ar condicionado;
- http://www.indiamike.com/, tem um fórum que tem tudo sobre a Índia, como viajar de trem e ainda você pode perguntar suas dúvidas;
- http://www.skyscanner.com/, compra de passagens aéreas;
www.lonelyplanet.com/india, Lonely Planet, especial sobre transportes na Índia.

A melhor época para ir à Índia
Julho á Setembro, é baixa temporada, é tudo mais barato, mas corre o risco de ter as monções, é muito quente e úmido. Nós fomos em Julho e foram pouquíssimos dias que choveu e quando choveu só foram por alguns minutos, nada que atrapalhou a nossa viagem.
Novembro á Janeiro, é a melhor época, mas tudo fica mais caro, é a alta temporada.
Maio e Junho é a mais baixa estação, o calor é intenso, quase 45 graus, sem chuva muito e com muita poeira. Evite ao máximo essa época.

Uma viagem luxuosa de trem pela Índia
- http://www.palaceonwheels.net/, palácio sobre rodas.

Links
- www.pedalnaestrada.com.br/pages.php?recid=293, relato de um viajante, ciclo turista, que passou semanas na Índia;
- Indiagestão, tem muitas informações sobre a Índia.

31 julho, 2011

Agra e o incrível Taj Mahal, Índia

Taj, todo em mármore branco, lindo!
Taj e o seu povo!!!
A cidade abandonada de Fatehpur Sikri
Abaixo, Akbar’s Mausoleum


AGRA
Vale dormir a qui pelo menos uma noite, para ver o nascer do sol, com o Taj Mahal de pano de fundo.

Essencial

Taj Mahal, foi construído por Shah Jahan em homenagem a sua segunda mulher, que morreu ao dar a luz ao seu décimo filho. É um espetáculo, como imaginávamos, é grandioso e imponente! Leia aqui a sua história.
Custa Rs750 a entrada. Tem 3 portões para entrar. No portão do lado leste, como a bilheteria é um pouco longe, está incluso no bilhete o transporte com carrinho de golf para ir e voltar. Nos outros portões tem bilheterias junto as entradas. Não acredite nos rickshaws que muitas vezes te levam para lojas e não para o Taj.
É aberto das 5h30 às 18h00, mas varia conforme a estação, porque a referência usada por eles e o nascer e o pôr do sol. 
Importante:
- Fecha às Sextas;
- Vá mais cedo puder, porque lá pelas 8h30 começa a ficar muito calor e encher de indianos. Nós fomos às 7h00, foi tranquilo, mas se você conseguir ir antes é muito melhor!
- É proibido entrar com: comida, bala, chiclete, cigarro, fósforo/isqueiro e tripés.

Agra Fort, o Forte Vermelho, foi onde o Shah Jahan, quem construiu o Taj ficou preso até morrer, quando foi destituído pelo próprio filho. A partir do quarto onde ele ficou preso, podia contemplar a sua obra, o Taj Mahal, que está longe, mas bem de frente. Por fora é muito bonito, mas dentro, não vale a visita. Custa Rs300 para entrar.

Akbar’s Mausoleum, é onde está enterrado o Akbar, filho do Shah Jahan. O prédio é muito bonito por fora e por dentro só tem o mausoléu. Para entrar custa Rs110.

Hotel
- Hotel Taj Resorts, nos hospedamos aqui, excelente hotel, super bem localizado, ao lado da bilheteria para entrada do portão leste do Taj. É um dos ótimos hotéis que estivemos na Índia.

Dicas
- Agra fica no meio do caminho entre Delhi e Jaipur. De Agra para Delhi são 5 horas de carro, 2 horas de trem e não tem vôos. 
- Guarde o bilhete de entrada do Taj Mahal, porque apresentando ele no mesmo dia, você terá desconto de Rs50 no Agra Fort, e Rs10 no Akbar’s Mausoléu e em Fatehpur Sikri.


Próximo a Agra...

Cidade Fatehpur Sikri, foi a antiga capital da região, mas foi abandonada após poucos anos de uso, pois o abastecimento de água era deficiente. Com isso, o Forte e a Mesquita construídos há mais de 400 anos estão muito conservados e valem muito uma visita. Está a 35 km de Agra e o melhor é ir de carro. Nós paramos lá quando viemos de Jaipur. Para entrar custa Rs250. Site: Fatehpur Sikri

De onde viemos e para onde vamos depois
Viemos de Jaipur, são 280 km e 6 horas. No caminho paramos no complexo de templos Galta & Surya Mandir Temple (8 km de Jaipur), na vila de Abhaneri (100 km de Jaipur) e em Fatehpur Sikri (35 km de Agra).
Depois vamos para Delhi, são 230 km, em 5 horas de viagem. E então acabou o nosso tour pelo Rajastão e Agra. No dia seguinte vamos para Varanassi de avião.


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