29 Agosto, 2011

Kathmandu, Nepal

Bodhnath

Kathmandu Durban Square
Aqui tudo tem preços diferenciados para locais e turistas, barganhe sempre, ofereça metade e seja firme.

Templo Pashupatinath e os ghats, à margem do Rio Bagmati  
Templo de Swayambhunath 


O que traz um viajante ao Nepal, na maioria das vezes, são as suas montanhas, com os picos mais altos do mundo, como o Everest, o Annapurna e  outros do Himalaya. Mas o Nepal, definitivamente, não é só para quem quer subir montanha. O que mais nos chamou a atenção foram as magníficas praças reais, as Durban Square, com seus preciosos palácios, belas construções Newrar, templos budistas e hindus antiquíssimos, pena que mal conservados.
Aqui há uma concentração enorme de templos, basta dar poucos passos para encontrar um templo, um santuário ou uma escultura. Em nenhum outro país encontramos o budismo e o hinduismo tão junto e misturado. Aqui é assim... Tudo quase uma coisa só, mesmo sem ser!

Kathmandu
Chegamos com poucas expectativas, esperando encontrar aqui apenas uma extensão da Índia, puro engano nosso. E então, tivemos uma ótima surpresa, os nepaleses são amáveis, tem um jeito de nos abordar muito mais leve, delicados e o melhor, são verdadeiramente simpáticos. Foi muito bom esperar pouco daqui, porque quando chegamos, ficamos encantados!
Apesar de ser uma cidade grande, cheia de gente, trânsito caótico, extremamente poluída, muitíssimo pobre, pessoas pedindo dinheiro e outras oferecendo maconha o tempo todo nas ruas, a cidade e principalmente o bairro Thamel é arrumadinho, charmoso e extremamente aconchegante. Cheio de pâtisseries com deliciosos pães e bolos de cenoura e de banana, fofinhos e saborosos. Charmosos restaurantes italianos, o legitimo Illy Café, agências de viagens e casas de massagens convidativas, lojas que vendem de roupas para trekking á roupinhas fashion, restaurantes a luz de velas, porque falta energia e restaurantes que poderiam estar em qualquer cidade do primeiro mundo. Tudo isso esta concentrado no Thamel, o bairro mais turístico da cidade e passear por lá é uma delícia.
Não faça de Kathmandu apenas o ponto de chegada ou partida no Nepal. Ela merece mais!!!

Essencial
Kathmandu Durban Square, é no centro de Kathmandu. Super rica, com o antigo palácio real, várias belas construções e templos, a maioria dos séculos 17 e 18. Pena que está tudo muito mal cuidado. Tem também um museu, que é aberto das 10h30 às 16h00 de Fevereiro à Outubro, das 10h30 às 15h00 de Novembro à Janeiro e das 10h30 às 14h00 aos Domingos, custa 250 rúpias (U$3,45) para entrar. Pegamos um rickshaw no Thamel e pagamos ida e volta 300 rúpias (U$4,20).
Templo de Swayambhunath, um templo budista que começou a ser construído no século 5 e hoje é conhecido também como “templo dos macacos”, porque tem muitos deles por ali. Compensa ir até o topo, no alto de uma colina, onde se tem a melhor vista para o vale de Kathmandu e um templo vivo, com muitas pessoas orando, cantando e ofertando suas prendas a Buda. A ida ao templo é definitivamente uma das melhores experiências de Kathmandu. Custa U$200 rúpias (U$2,80) para entrar.
Garden of Dreams, a apenas 5 minutos do Thamel, tem lindos jardins, tudo muito bem cuidado, impecável! O lugar é um sossego, ótimo para um escape do trânsito infernal. Custa 160 rúpias (U$2,20). Dentro tem um restaurante, o Kaiser Café.

Ao redor da cidade, no vale do Kathmandu
No Nepal existem 3 praças de Durbar Square, as Praças do Palácio. Uma em kathmandu, outra em Patan e outra em Bhaktapur, todas foram cidades reais. Todas as praças são muito similares, cheio de lindos templos budistas e hindus juntos, verdadeiro museu à céu aberto. 
- Templo Pashupatinath, é o principal templo hindu e o mais antigo do Nepal, dedicado a Shiva e está às margens do Rio Bagmati. O rio, junto com Pashupatinath é tão importante e sagrado no Nepal como o Ganges e Varanasi, é para a Índia. Aqui também há ghats, os crematórios a beira do rio. Custa 500 rúpias (U$7,00) para entrar complexo. E no templo principal, só hindus podem entrar.
Importante: Você deve estar pronto para assistir corpos sendo preparados e cremados à vista de todos e a olhos nus, não dá para fugir da cena, é inevitável! É uma impressão muito ruim, é mórbido! Se não tiver preparado é melhor não entrar.
- Bodhnath, por volta de 5 quilômetros do centro da capital. Tem uma das maiores e das mais antigas estupas budistas do mundo, foi construída por volta do século 7 e destruída pelos invasores mongóis no século 14 e tudo que vemos hoje foi reconstruído, não é original. A maioria dos tibetanos exilados, do Tibet vivem em Bodhnath, e o interessante é que depois de 1959, quando a China invadiu o Tibet, aumentaram muito a quantidade de monastérios aqui, devido aos muitos monges tibetanos que vieram pra cá.
Historicamente, a estupa era um importante ponto de passagem dos comerciantes que faziam a rota Lhasa-Katmandu, eles passavam ali para orar e pedir por uma viagem segura, antes se seguir o caminho em seus “Yaks”,   para cruzar o Himalaia até chegar a Lhasa. Custa 150 rúpias para entrar.  
- Patan, a cidade de Patan é no subúrbio de Kathmandu, nem dá para perceber que mudamos de cidade, são só 5 km de distância. Lá tem uma das três Durbar Square, a Praça do Palácio, com o antigo Palácio Real, super rico em detalhes e templos budistas e hindus. Vale visitar o Museu de Patan, ali está tudo sobre o budismo e o hinduísmo no Nepal. Fica também no Durbar Square. Custa 250 rúpias para entrar.
- Bhaktapur, a 1 hora de Kathmandu.
Dica: Um táxi por 8 horas, para nos levar no Kathmandu Durbar Square, Templo e Ghat de Pashupatinath, Templo Boudhanath, Patan Durbar Square, Templo de Swayambhunath (Monkey Temple), custou 2.000 rúpias (U$27,60).

Hotel
O melhor é dormir no bairro Thamel, o bairro mais turístico de Kathmandu, onde estão restaurantes, agências, lojas e perto de tudo. Vão aqui algumas opções no Thamel...

Dormindo em hostel por U$10
Family Peace House, básico, limpo, confortável, com água quente, Wi Fi gratuito, sem o barulho do Thamel e os funcionários são super prestativos, arrumam táxi e tudo... pela pechincha de U$10 por um double room, às vezes no Hostel World, é mais barato do que no próprio site deles. 

Pagando só um pouquinho mais e dormindo melhor, em um dos melhores custo X benefício da cidade...
Hotel Ganesh Himal, recomendado pelo Lonely Planet 
e bons reviews no Tripadvisor, é charmoso, tem um belo jardim, boas camas, internet de gratuita, agência de viagens e água mineral à vontade. Custa apenas U$16 por um double room.

Pagando um pouco mais e melhorando a hospedagem...
- Hotel Nirvana Garden, por volta de U$50 um double room
- Tibet Guest House, quartos enormes e super confortáveis, por U$40 um doublé room, mas é concorridíssimo e tem que ser reservado com bastante antecedência
- Arcádia Apartament Hotel, um apart hotel, com apartamentos equipados com cozinha, ar condicionado e Wi Fi, colado ao RoadHouse Café, no coração Thamel. Excelente!!
Custa U$45 por apartamento, quase um flat. Tels.4260187/4267885/4262768 - Email: arcadia@mos.com.np
É importante reservar com antecedência, está sempre lotado.

Restaurantes
Roadhouse Café, um belo italiano no coração do Thamel, com Wi-fi, um ótimo e perfeito spagetti a carbonara, al dente, difícil aqui na Ásia (Rs365/U$5) e um brownie, quentíssimo servido em um réchaud com sorvete, dos deuses, o melhor que já comemos em nossas vidas (RS225/U$3). Esse lugar é tudo de bom, fomos ali varias vezes!
Kaiser café, está dentro do Garden of Dreams. Vale muito para um chá, café ou uma cerveja! Tivemos ali um almoço, estava razoável, nada espetacular, há opções melhores no Tamel. Vale mesmo pelo lugar, que é delicioso e uma verdadeira paz, para que estamos a milhares de quilômetros da caótica Katmandu! Um almoço pra dois com bebidas custou U$22. Para ir ao restaurante tem que pagar 160 rúpias (U$2,20) para entrar no jardim.

Massagem
… uma hora de massagem nos pés, custou a bagatela 1.200 rúpias/ U$16.
Tem várias casas de massagem espalhadas pelo Thamel, fomos na The Real Therapy & Beauty Point, fica em uma galeria da rua principal do Thamel, atrás do Tom N Jerry Pub e do Full Moon Bar. É só perguntar por ali, que informam.
*Tem horários especiais com descontos.

Ver a cordilheira do Himalaia, sem escalar
Para fazer um passeio de bimotor ou helicóptero desde Kathmandu, sobrevoando o Himalaia por 2 horas, custa por volta de U$250 por pessoa. Quem faz?

Curiosidade… 
... O Buda, ou Gautama Siddhartha, nasceu no Nepal, na cidade de Lumbini, na fronteira com a Índia, em 563 a.C.
… 10% dos tibetanos exilados pelo mundo, vivem aqui no Nepal? Aqui tem cerca de 12.000 e estão concentrados principalmente entre Kathmandu e Pokara.
... a maioria da população é hinduísta, cerca de 80%. Cerca de 15% são budistas e 3% são mulçumanos.

O preço das coisas no Nepal...
- 365 rúpias (U$5) por um spagetti a carbonara, no Roadhouse Café, o melhor italiano do Thamel
- 1.600 rúpias (U$21,90) por um ótimo quarto de hotel com Wi-fi
- 700 rúpias (U$9,60) por um quarto simples, em guest house com Wi-fi
- 15 rúpias (U$0,21) por uma garrafa de água mineral de um litro
- 50 rúpias (U$0,68) para lavar um quilo de roupa na lavanderia
- 450 rúpias (U$6,16) por uma pizza para duas pessoas assada em
forno a lenha, no excelente restaurante italiano Roadhouse Café
- 1.200 rúpias (U$16) por 1 hora de massagem
- 1.900 rúpias (U$25) por um excelente almoço ou jantar, para 2 pessoas, com sobremesa e bebidas, no italiano Roadhouse Café
- 2.000 rúpias (U$27,60), por 8 horas de táxi, para te levar na Kathmandu Durbar Square, Templo e Ghat em Pashupatinath, Templo Boudhanath, Patan Durbar Square, Templo de Swayambhunath (Monkey Temple).

Visto
Todas as nacionalidades pegam visto na chegada, no aeroporto mediante ao pagamento de uma taxa de U$25. Exigem o comprovante da vacina da febre amarela para brasileiros.

Dicas
- O nosso taxista aqui, que nos levou em todos os passeios foi o Hari Kumal, o carro dele é velho como todos os táxis aqui no Nepal, mas ele foi ótimo, recomendamos! Os contatos dele: E-mail: kumal.harigovinda@yahoo.com. Tel. 9841577816. Barganhe que ele sempre abaixa um pouco do valor que pede inicialmente!
Links
Blog de Mochila, para trekking no Nepal, a Cecília dá dicas
Welcome Nepal, site oficial
Way Farers, excelente agência, recomendada pelo Lonely Planet

21 Agosto, 2011

Sun Island Resort, nas Maldivas. Vivemos e repassamos!



Nós ficamos no Sun Island, bem bacana, tem um bom serviço, excelente estrutura e apesar de ser enorme, não é tumultuado, é tranquilo, muitas vezes parece que estamos sozinhos, com tudo isso só pra nós.

Quando custou...
4 noites com half board (café da manhã e jantar inclusos), em superior beach bangalô, com sea plane tranfers (translado de hidro avião), custou o total de U$ 1.522.
Discriminando os valores:
- U$214 o superior beach, com half board (café da manhã e jantar) por dia X 4 noites = U$856
- U$304 ida e volta de sea plane (hidroavião) por pessoa X 2 pessoas = U$608
- Adicional de 4% de taxa do pagamento com cartão de crédito = U$58,56
*Se for transfers de speed boat (barco rápido) custa por volta de U$89 por trecho, por pessoa (total U$356, ida e volta para 2, contra os U$608 de sea plane).

É bom saber
- Dão 2 garrafas (1,5ml) por dia, no quarto;
- Não vale comprar o full board (café da manhã, almoço e jantar) que custa por volta U$20 a mais por dia/por pessoa ou all inclusive que custa U$88 a mais por dia/por pessoa (para quem ficar 6 noites ou mais, custa 30% a menos), as refeições inclusas são servidas em buffet. O é comprar o half board, e ficar livre no almoço para fazer uma refeição legal nos restaurantes a la carte. Pagar pelo half board é bom, porque custa muito pouco.
- No resort tem dois bons restaurantes a la carte (Italiano e Thai) que não estão inclusos, mas custa por volta de U$57, um excelente almoço ou jantar para um casal, com bebidas.
- Tem Wi-Fi gratuito em alguns pontos, como no café e no bar, mas pode ficar lá sem consumir nada para usar o Wi-Fi.
- O superior beach bangalô é muito bom, pé na areia, com espreguisaderas só pra você, sem quase ninguém por perto, mas a diferença do superior e do stantard bangalô é que no superior tem banheira, um chuveiro dentro do banheiro e outro em um jardim ao ar livre e no standart só tem um chuveiro no jardim ao ar livre. Mas vamos aqui falar a verdade, todos os dias tomamos banho no chuveiro do jardim, era uma delicia e nem usamos a banheira.
- Se você for ficar no stantard bangalô, os melhores quartos são os do 506 ao 420, fica de frente para o mar, pé na areia no melhor pedaço da ilha, na praia “Sunset Beach”, é só acordar e ir fazer snorkel. Peça o quarto, na hora da reserva.
- Os melhores pontos para mergulho e snorkel são: perto do restaurante italiano que se vê mais peixes coloridos, inclusive muitos peixes papagaio e na praia do sun set, que tem mais peixes prateados, arraias e tubarões bebês nadando lado a lado você;
- A estrutura do hotel é excelente, mas não espere muito do serviço...
- É um hotel/resort do grupo Villas Hotéis, que é dono de outros 5 resorts nas Maldivas: O Holiday Island no Ari Atol, que custa por volta de U$10 a menos por dia, comparado com o Sun Island, mas definitivamente não compensa, é muito pouco dinheiro pela diferença de hotel que é. Fomos conhecer o Holiday Island  (tem um barco gratuito que vai do Sun Island para o Holiday e vice versa) é mal cuidado e ainda para piorar estão construindo um aeroporto bem de frente para praia, ali a poucos metros, um horror! O Paradise Island, que é mais próximo de Malé, o Royal Island no Baa Atol e o Fun Island. Veja aqui os reviews no TripAdvisor: Sun Island, Holiday Island, Fun Island Royal Island, Royal Island e o  Paradise Island.

Um programaço gratuito dentro do hotel
A noite tem dois programas, turísticos, mas bem bacanas e gratuitos... A alimentação das araias e tubarões. Todas as noites os biólogos da ilha organizam alimentam as arraias às 21h00, elas vem no nosso pé, comem em nossas mãos. E as 22h00 é a vez dos tubarões. Claro que eles já estão tão acostumadas e vem correndo. Na hora das arraias, basta você colocar seus pés dentro da água que elas chegam de mansinho e ficam roçando em você pra pedir comida, eles dão a comida para você mesmo dar, é lindo. Mas na hora dos tubarões, só assistimos, não participamos. Assistimos do alto enquanto o tratador joga peixes do alto do deck de madeira. Primeiro aparecem uns pequenos, depois vem chegando os maiores, e maiores, e maiores, até que os gigantes tubarões-lixa chegam para o espetáculo. É tão inacreditável que você demora a acreditar que aquilo está acontecendo no mar aberto. É um verdadeiro oceanário natural… É um show a parte, um verdadeiro aquário a céu aberto, que nunca vimos nada igual;

O preço das coisas aqui no hotel
Fique de olho nos extras, tudo aqui é caro...
Aqui vai uma lista de preços das coisas por aqui:
- 1 garrafa de água mineral, 500 ml: U$4
- 1 coca-cola: U$ 5
- 1 cerveja: U$ 6
- 1 excelente refeição para dois: U$57
- 1 hora de internet: U$ 6
- 1 expresso ou chá: U$ 5
- 1 hora de massagem: de U$ 95 à U$ 140, mas tem horários especiais com 20% e 25% de descontos.

As Maldivas são mesmo um paraíso


Pôr do sol a partir do Restaurante Tailândes, no Hotel Sun Island
Vista do Seaplane tranfer, imperdível!!! Abaixo e acima


Ilhas quase desertas, cercadas de águas cristalinas, de cor azul-turquesa e azul-esverdeado juntas. Nadamos juntinhos com peixes, arraias e até tubarões bebês e quando ficávamos ali sentado naquelas deliciosas espreguiçadeiras, de pernas para o ar, ali mesmo, sem entrar na água, já víamos todos eles desfilando na nossa frente. É o destino de praia com o conjunto mais perfeito que já estivemos... cheio de coqueiros, areia fina e branquinha, hotel com super estrutura e tudo prontinho para o turismo! Um lugar perfeito!! Lindo, lindo!

Escolhendo o hotel/resort
A parte mais difícil na hora de organizar uma viagem às Maldivas é escolher o hotel. Como os hotéis ficam isolados em uma ilha e em um atol e a dúvida é, que se o hotel ou ilha não agradar, não terá para onde ir.

Depois de ter estado lá, podemos dizer que...
O importante e é a única coisa que recomendamos é não ficar em Male. É mais barato, mas não compensa, não tem o glamour dos hotéis em frente à praia, nas ilhas exclusivas, afinal, vamos até lá para viver tudo isso. Exclua a possibilidade de ficar em Male, o resto vai da sua exigência, aqui tudo depende quanto você quer gastar, tem opções para todos os bolsos, mas pode acreditar, qualquer lugar das Maldivas tem paisagem e cenário perfeito, qualquer uma das ilhas mais afastadas são mais exclusivas e em qualquer hotel que você ficar, terá um mar azul turquesa, praia linda e um visual deslumbrante. O que mudará de ficar em um hotel mais ou menos, serão os serviços e a estrutura do hotel, só isso. Em qualquer um longe de Male você estará no paraíso.
Depois de várias pesquisas escolhemos o Sun Island, gostamos muito e recomendamos. Mas mesmo tendo pesquisado bastante, fomos sem ter a certeza do que íamos encontrar. E o que encontramos, foi muito mais do que esperávamos... Encontramos, um super hotel, um bangalô pé na areia, a alguns passos daquele mar azul turquesa dos sonhos. Não precisávamos de nada mais!! Já estávamos felizes!!
Os bangalôs são enormes, super confortáveis e escondidos por muito verde. O banheiro tinha jardim com um delicioso chuveiro ao ar livre, todo dia tomávamos banho ali.

Na hora de escolher...
- Uma diária varia muito, pode ir de U$100 a U$10.000; 
- Os hotéis oferecem 3 combinados de refeições inclusas na diária: half board, com café da manhã e jantar, os dois servidos buffet, com mesas reservadas e horários determinados, a comida é boa, mas não fantástica. Full board, com café da manhã, almoço e jantar. E o all-inclusive, que inclui café da manhã, almoço, jantar, lanches entre as refeições, alguns passeios, bebida, mas tem várias restrições e restaurantes diferenciados...
Mas as refeições não inclusas não são absurdas e muito menos impossíveis. Se partirmos do cálculo, que um up grade do half board para o full board custa por volta de U$20 por pessoa por dia (acrescentando apenas o almoço, em buffet e sem bebidas) e que com U$57 tivemos uma bela refeição, com bebidas, para dois (U$28,5 por pessoa), no restaurante Italiano e o melhor, escolhemos o que queríamos comer, feitos para nós, diferente de buffet, achamos que não compensa comprar o full board. O melhor é comprar o half board.

Quando custou
4 nights com half board (café da manhã e jantar inclusos) em superior beach bangalô, com sea plane tranfers, U$1.522 para 2 pessoas. Fomos no mês de agosto que é o mês mais caro da baixa temporada. Nos outros meses da baixa, custa mais barato.

Importante
Antes de fechar veja no TripAdvisor as opiniões de quem ficou nos hotéis/resorts que você está olhando, é muito válido, ajuda bastante na decisão!

Os melhores atóis para snorkeling
São os atóis Ari, Faafu e Baa, que tem um cenário magnífico dentro do mar. Ficamos no Ari e nunca vimos nada igual, nadar com arraias e tubarões bebês passando ao nosso lado, é uma cena comum de acontecer ali.

Outras dicas
- Se você sonha em se hospedar em um water bangalô, os bangalôs de palafitas sobre as águas, tudo bem, sonho é sonho e não de discute nunca, mas caso contrário não compensa pagar pelo que ele custa a mais, às vezes o dobro. A maioria que vimos não é de palafitas, são de concreto mesmo. É muito mais um sonho, do que a realidade de ser tão diferente.
- As Maldivas é um país muçulmano... então, além de não ser permitido entrar com álcool no país (apesar do álcool ser vendido livremente nos resorts), existem praias em Male, que não pode usar biquíni, então fique atento a isso quando for escolher o seu hotel.

Como chegar as ilhas
- Para os Male atóis, próximos de Male (capital), chega de dhoni (lancha lenta) e de speed boat (lancha rápida), para lá não tem sea plane (hidroavião).
- Para os outros atóis mais distantes, como o Ari atol, dá para ir de speed boat (lancha rápida), são 2h40 de viagem. Ou de sea plane (hidroavião), que custa por volta de U$315 ida e volta para o aeroporto e são 30 minutos de vôo até o Ari atol.
Importante
O sea plane, só opera durante o dia, caso seu vôo chegue depois das 15h30 e parta antes das 9h00, você terá que pedir para a agência providenciar um hotel próximo ao aeroporto, para aquela noite e pagar a parte. Com nós aconteceu isso, o nosso vôo chegou às 24h00 e pedimos para a agência um hotel barato só para dormir aquela noite, pagamos U$95, por um hotel B&B muito bom. A agência estava nos esperando no aeroporto, nos levou para o hotel e no outro dia bem cedinho tinha um motorista esperando para nos levar de volta ao aeroporto, para pegarmos o sea plane para o Sun Island, sem nenhum custo adicional, só pagamos o hotel extra, para aquela noite.

Não deixe de fazer...
Ficar em hotel mais afastado de Male e fazer os tranfers de ida e volta para o aeroporto de sea plane, é mais caro, mas já pode ser considerado como passeio e acredite, um dos melhores, sobrevoando as ilhas, vendo um cenário dos sonhos, incrível! É definitivamente imperdível!
Nem que for pelo menos o trecho de volta para o aeroporto, para voltar pra casa com aquelas imagens de revista na memória. 
Acredite, as Maldivas não será completa se não fizer os tranfers de sea plane!

Agências que pesquisamos
No nosso caso, foi mais barato comprar um pacote com a agência, do que ter comprado o hotel separado, fora o suporte, que estavam nos esperando no aeroporto e cuidou de tudo, não precisamos nos preocupar com nada. Mas vale pesquisar sempre.
- Compramos com a Island Voyage, o nosso contato foi a Grace, o serviço foi excelente, perfeito.
- Maldives Holidays e a Island Voyage, as duas são operadas pela Island Voyage, quer dizer são a mesma empresa.
- Aqua Maldives tem bons preços, vale cotar com eles. 
- Mal-dives

Uma outra opção de resort

Helengeli Island Resort, conhecemos quem se hospedou lá, gostou muito e nos indicou. Parece que tem um bom preço. O melhor é cotar com direto com eles e também com agências que muitas tem preços melhores e sempre vale comparar. 


Dinheiro 
As moedas maldivianas são a Rufia e o Lari, mas com o dólar americano, tudo se resolve e é o que é mais usado. Os pagamentos nos resorts e nos hotéis podem ser feitos com euro, dólar, traveller’s cheques ou o melhor, com os cartões de crédito, aceitam todos. Nós nem levamos e nem trocamos dinheiro deles, levamos só cartões, dólar e euro.

Visto
Não precisa pegar visto antecipado, tem visto on arrival, na chegada ao aeroporto e não precisa de fotos e nem cobram taxa nenhuma. Os brasileiros precisam apresentar o certificado da vacina de febre amarela.

Quando ir
Como em toda Ásia, as Maldivas tem 2 estações no ano, a seca, de Setembro a Abril e a úmida, de Maio a Agosto.
Aqui nas Maldivas, a baixa temporada vai de Maio a Novembro (com exceção de agosto) e os hotéis ficam bem mais baratos. A alta vai de Dezembro a Abril. De Junho a Setembro é o período das monções e a chance de chover é grande. Nós fomos em Agosto, só choveu em um dia e foi muito pouco, nada que atrapalhou, mas Agosto é um mês caro! Se puder vá na baixa, mas não em Agosto.
Vale a pena verificar os preços em vários meses do ano.

Dica
O melhor para vir até aqui é fazer um combinado com Dubai, Colombo (a capital do Sri Lanka), Bangkok, Índia, algum país da Europa ou principalmente de Londres que saem muitos vôos fretados. Pesquise preços de vôos no Skyscanner
Sri Lankan, tem vôos super baratos, que partem da Europa, Oriente Médio, Ásia e Oceania e ainda você pode conhecer o Sri Lanka, vale conferir!

Curiosidades...
... As Maldivas são 1192 ilhas de corais divididas em 26 atóis, (um atol é um conjunto de várias ilhas, na mesma região).
... A área construída dos resorts pode ser no máximo 20% da área total da ilha.
... A altura dos resorts da Maldivas não pode ser mais alto que a mais alta palmeira da ilha... Está na costa sul da Índia, no mar das Laquedivas.
... É o menor país da Ásia, tanto em população quanto em território... É o país mais baixo do mundo, com uma altitude média de 1.5 metros acima do nível do mar (o ponto mais alto do país está a apenas 2.3 metros de altura!).
... Com o aquecimento global, se o mar continuar subindo, como vem acontecendo, calculam que as Maldivas desaparecerão em 150 anos.
... Aqui cada hotel ou resort ocupa uma ilha exclusiva, isto é lei.

Links

18 Agosto, 2011

Viajando de trem e ônibus pelo Sri Lanka


Detalhe: é um ônibus "SEMI LUXURY SERVICE”

Fizemos vários trechos sem problema nenhum, foi razoavelmente tranquilo. Dá para fazer numa boa, se as distâncias não forem longas.

É bom saber
- As passagens são vendidas, só no dia da viagem, na estação de trem. É super fácil comprar, sem burocracia nenhuma;
- Considere que trata-se de um país pobre e os ônibus e trens são muito simples, velhos e sem conforto. Os trens, são os mesmos deixados pelos ingleses, a pelo menos a 80 anos atrás e sempre estão lotados;
- Há atrasos e para muitos destinos só tem trens com 2 e 3 classes, sem reserva de assentos;
- Se viajar de trem e ônibus, considere o dia da viagem só para a viagem, muitas vezes curtas distancias, tomam o dia inteiro;
- Viajar de trem é mais barato que viajar de ônibus, e as condições de conforto e a duração da viagem são similares;
- No caminho de Colombo para Galle, de ônibus, se tem um visual muito melhor do que de trem, a estrada é mais próxima da costa, então a viagem é toda a beira mar;
- Viajar pelo Sri Lanka de trem ou ônibus em menos de 10 dias é corrido demais.
- Apesar do país ser pequeno e as distâncias entre as cidades serem curtas, o tempo gasto no transporte é desgastante;
- Se você for viajar de ônibus ou trem, e quiser conhecer as principais atrações do país, coloque uns dias a mais. Nós tivemos 9 dias, foi apertado e teve lugares que não deu tempo para irmos. Se for fazer de carro, o tempo acaba rendendo mais. Mas achamos que já que é um país fácil para viajar independente, deve ser aproveitada essa oportunidade. Viajando sozinho sem duvida a experiência é muito mais rica!
- As informações aqui são fáceis e é um pais que dá viajar independente sem nenhum problema. Nós viajamos só durante a dia e a maioria foram distancias curtas;
- Quando comprar a passagem sempre é importante perguntar se tem que trocar de trem em algum lugar ou se vai direto. Porque aqui tudo altera, o mesmo trem um dia para em alguma cidade para conexão, no outro dia pode ser diferente.

Nosso roteiro de 9 dias
Colombo – Galle, Galle – Kandy, Kandy – Ella, Ella – Dambulla, Dambulla – Sigiriya, Sigiriya – Dambulla, Dambulla – Colombo

Informações de alguns trechos
Trens de Galle para:
Colombo, tem tens ás 10h50, são 2 1/2 horas de viagem e custa U$1,80 (2 classe)
Kandy, ás 14h30, são 61/2 horas de viagem e custa U$3,20.

Trens de Colombo para:
- Galle, são 165 km em 2 horas e meia de viagem, margeando toda a costa, da para ir de ônibus ou trem
- Ella, tem trens direto ás 5h55 e ás 9h45, são 81/2 horas de viagem
- Kandy, tem trens às 7h00 e às 15h30, são 21/2 horas de viagem e custa U$2,20.

Trens de Kandy para:
- Ella, tem trens às 8h20, sai de Kandy para Peradeniya Junction, são 15 minutos de viagem e lá conecta com outro trem ás 8h50 para Ella, mais 6 horas de viagem. A passagem custa U$2,40 ou 240 Rupee. E às 10h40, o trem parte de Kandy, para Peradeniya Junction, são 15 minutos de viagem e lá conecta com o trem para Ella ás 12h15, dali são mais 6 horas de viagem. A passagem custa U$2,40 ou 240 Rupee
Fique esperto, esse trem não 1 classe e nem reserva de assento, então seja ágil, para sentar, senão corre grande risco de viajar em pé. 

Trens de Ella para:
- Colombo, ás 6h43 e ás 9h47, são 9 horas de viagem e custa U$3,50;
- Kandy, ás 6h43 e ás 9h47, são 6 horas de viagem e custa U$2,40. Tem que trocar em Peradeniya Junction.
- Rambukkana (é a estação mais próxima de Pinnawala, a cidade do orfanato de elefantes), tem trens ás 6h43 e ás 9h47, são 7 horas de viagem e custa U$2,70
- Matara (é a cidade mais próxima que chega trem, para ir a Dambulla) tem trens 6h43 e ás 9h47, são 71/2 de viagem e custa U$2,70. Fique esperto, porque ás vezes tem que trocar de trem em Kandy.

Ônibus de Dambulla para:
- Colombo, são 4 e 1/2 horas de ônibus e custa U$2,20. Tem também o opção de ir para Matara de ônibus (11/2 hora de viagem) e lá pegar um trem para Colombo (5 horas) ou ir para Kandy de ônibus (3 horas de viagem) e lá pegar um trem até Colombo (3 horas). Nota: Não chegam trens em Dambulla.

*Os horários dos trens e os preços das passagens podem mudar.

Para quem quer viajar de carro...
Se quiser comprar tours, de carro com motorista ou vans, no aeroporto tem várias agências e dá para fechar quando chegar aqui, mas é importante, ter referências, idéia dos valores e do que você quer, para poder negociar.
A Aseatica Tours faz tours e para cotar, é só mandar e-mail que eles respondem rapidinho. Fale com o Dilukshi, email: dilukshi@aseatica-tours.com

17 Agosto, 2011

Sri Lanka e seus elefantes




O Sri Lanka tem cerca de 3 mil elefantes e aqui são considerados animais quase sagrados e estão associados a rituais, festivais religiosos e ao poder. É possível ver os animais de perto em muitos parques nacionais espalhados pelo país, templos, festivais e se der sorte, até na estrada!

Aqui vão três opções para vê-los...

Nas duas maiores reservas de elefantes do Sri Lanka:
- Minnerya National Park
Tem 400 elefantes soltos no parque.
Indo a partir de Dambulla: Pegue um ônibus para Haberana, é 1 hora de viagem. Chegando lá, tem várias agências que fazem safári com jeep, no Minnerya National Park. É importante chegar ao parque até as 14h00, para dar tempo de ver os elefantes.
Preços:
- Ônibus de Dambulla para Haberana = U$0,30 cada trecho;
- Jeep que leva para o safári = U$35 por jeep;
- Entrada no Parque = U$25 por pessoa.
Muitos hotéis, oferecem o passeio e o melhor, é contrata-los e já sair direto do hotel para o safári.
Indo por sua conta, além de você pagar quase o mesmo preço, você correrá o risco dos jeeps estarem lotados e daí você não conseguirá fazer o passeio. Nós fomos até o parque e não conseguimos nenhum jeep, estavam todos vendidos.

- Uda Walawe National Park                                               
No caminho entre Ella (plantações chá) e Hambantota (no litoral sul)
Só chega de ônibus ou carro, não tem trens.
   
Em Pinnawela, no orfanato de elefantes
Criado em 1975 para proteger apenas 7 elefantes órfãos, hoje tem mais de 80, de todas as idades, criados soltos. Você pode dar mamadeira aos bebês, andar pelo meio dos adultos. Custa U$20 para entrar no parque.
Mas se não quiser pagar para entrar no parque...
Todos os dias, por volta das 9h00, os portões se abrem, param o transito e os elefantes saem para tomar um banho, cruzam a principal rua da cidade rumo ao rio. Se quiser vê-los passarem ali na sua frente sem ter que pagar nada esteje lá um pouco antes das 9h00. http://www.elephant.se/

16 Agosto, 2011

Dambulla, Sri Lanka




Destino importante de peregrinação dos Budistas, no Sri Lanka...

Essencial
- Golden Temple e Rock Temple, são juntos, mas é no Rock Temple que estão as cinco cavernas no alto de uma rocha ricas com afrescos coloridos e com mais de 100 imagens de Buda. Acredita-se que este era um local sagrado desde o século 1 a.C.
Duas horas são o suficiente para conhecê-los, bem tranquilo. A entrada custa U$12 e é aberto das 7h00 ás 19h00. www.goldemtemple.lk

Dormir
Para dormir muito bem e barato... 
- Chamara Guest House, é uma ótima opção, próximo ao Golden Temple, quartos grandes e muito limpos, chuveiro com água quente, mas só tem quartos com ventilador. É importante reservar, é super concorrido pelos estrangeiros, principalmente franceses, adoram ficar ali. Nós queríamos ficar lá, chegamos sem reserva e estava lotado. Custa U$17 ou Rs1.700 um quarto duplo.
Tel. 0662284488. 

- Sundaras Hotel, nós ficamos aqui, gostamos muito e recomendamos. Para reservar mande um e-mail ou ligue:
E-mail: swenska.m.@gmail.com e tels: 0727086000 e 0662283317. 
Em qualquer um dos dois, peça para o ônibus te deixar ou na frente do hotel (ele passa na frente) ou no Temple Junction, na Kandy Road.

Pagando mais e dormindo em um 5 estrelas...

Em torno de Dambulla
- Na cidade de Sigiriya, a 30 minutos de ônibus, tem o Ancient de Sigiriya;
- Safári de elefante, em um parque com mais de 400 elefantes selvagens.

Dicas
- Nós dormimos aqui, 3 noites (2 dias inteiros) e a partir daqui, fomos, um dia para Sigiriya, no outro dia fomos ao Golden Templo em Dambulla e tentamos fazer o safári de elefante, mas não conseguimos, não tinha lugar. Foi tudo perfeito, não mudaríamos nada!
- Evite fazer os templos de Dambulla e Sigiriya no mesmo dia, são puxados, os dois tem longas escadas.

De onde viemos para onde fomos depois...
Viemos de Ella. Pegamos um trem de 8 horas até Matale depois um ônibus de 11/2 horas para chegar a Dambulla.
Depois fomos de ônibus de Dambulla para Colombo, foram 4 e 1/2 horas de viagem. Fomos para o aeroporto e voamos para Maldivas.

Sigiriya, Sri Lanka




O complexo foi construído no século 5, foi capital do reino Ceilão e hoje são apenas ruínas.
É muito interessante pela sua história, mas as ruínas são pobres. Talvez vale, pelos poucos e belos afrescos, pela escalada e pela vista lá de cima que é bonita!
Para subir e descer devagar com algumas paradas foram 2 horas.
Custa U$30 para entrar, no museu, no templo e no anciente. É caro pelo que é. Aberto das 7h00 ás 19h00, mas vendem o ticket e pode entrar só até ás 17h00. http://www.ccf.lk/
Dormir
A melhor opção é o Sigiriya Rest House. Concorridíssimo pelos estrangeiros porque é ao lado da entrada para o Ancient. Custa U$57, um double room. http://www.ceylonhotels.lk/
Dicas
- Achamos que é melhor dormir em Dambulla e vir aqui só para fazer o passeio;
- Se dormir em Dambulla, tem ônibus que saem do centro de Dambulla, a cada 20 minutos para Sigiriya, custa U$0,30 e leva 30 minutos. O ônibus para a 500 metros da entrada do Ancient, e depois ou você caminha até lá ou tem tuk tuks que levam por U$1.
Importante: o ultimo ônibus para Dambulla é ás 17h45. Antes disso não acredite se os motoristas de tuk tuk te falarem que não tem mais ônibus.

15 Agosto, 2011

Sri Lanka, a imperdível rota de trem, pelas belas plantações de chá


O que traz mesmo os turistas até aqui é o lindo cenário dos vales onde formam verdadeiros jardins de plantações de chá, que vão se revelando atrás de cada curva do lento trem
E as estupas budistas pelo caminho
As mulheres tamiles, colhendo folhas de chá


Em uma viagem de trem, é possível se deslumbrar com um cenário repleto de montanhas, formando verdadeiros jardins de plantações de chá! E ainda de brinde você poderá assistir de dentro do trem, as mulheres tamiles, colhendo as folhas, uma a uma, com as mãos. Uma rota imperdível!

O trecho com melhor cenário das plantações de chá 
Fizemos todo o percurso, fomos de Kandy até Ella. E o melhor trecho, com os mais belos cenários de plantações de chá, junto com várias cachoeiras, são as 2 horas de viagem na estrada que liga Hatton a Nuwara Eliya, 2 horas antes de chegar em Ella. É em Nuwara Eliya, que está a maior produção e a melhor qualidade de chá do Sri Lanka. Esse é o ponto alto da viagem!
Apesar do Lonely Planet sugerir que o melhor trecho para avistar as plantações de chá é entre Haputale e Ella, podemos dizer que não é. A viagem de Kandy até Ella, é muito cansativa (9 horas de viagem, incluindo o tempo da conexão, em um trem velho e desconfortável), a cidade não tem muita coisa para ver, além de pequenas cachoeiras e montanhas. E o pior, no trecho que liga Nuwara Eliya até Ella, se vê muito poucas plantações de chá.
Definitivamente, não compensa o esforço de ir até Ella. A não ser que você esteja indo de Kandy em direção ao Adam’s Peak ou a Costa Sul.
O melhor é fazer de trem o trecho que liga Kandy a Nuwara Eliya. Talvez, dormir em Nuwara Eliya 2 dias, seja uma ótima pedida. 
Fazer o trecho de trem é cansativo, os trens são velhos e lotados, mas é um cenário, com uma beleza sem igual e tem que ser feito de trem!! Vale muito!!
Dica: Para chegar a Nuwara Eliya, tem que descer na estação de trem Nanu-Oya. Ali é só pegar um tuk tuk e chegar a Nuwara Eliya, que está a 5 km.

Hotel em Ella
- Ella Holiday Inn, uma pousada legal, na rua principal. Custa U$35, um double room. Tels. +94(0)572228615/ +94(0)724656292. http://www.ellaholiday.com/
- Grand Ella Motel, é a melhor opção da cidade. Ali você pode ter seu café da manhã com uma vista incrível, para as montanhas. Custa U$80 um double room. http://www.ceylonhotels.lk/
Aqui é importante chegar com hotel reservado.
Sempre estão lotados e é difícil encontrar um lugar, nós não reservamos e tivemos que dormir em um lugar ruim! No final da tarde começa chegar muitos turistas para passar uma noite e no dia seguinte, pegam o trem pela manhã e seguem caminho ou para as praias que estão a 6/7 horas de ônibus daqui (não tem trens para o Sul). Ou para Kandy e região ou para Colombo. E então os hotéis ficam lotados, quase todas as noites.
Nós mesmos, chegamos em Ella 19h00, dormimos só uma noite e no outro dia fomos embora no trem das 9h47.
Trens de Ella para:
- Colombo, ás 6h43 e ás 9h47, são 9 horas de viagem e custa U$3,50;
- Kandy, ás 6h43 e ás 9h47, são 6 horas de viagem e custa U$2,40. Tem que trocar na Peradeniya Junction;
- Rambukkana (é a estação mais próxima de Pinnawala, a cidade do orfanato de elefantes), tem trens ás 6h43 e ás 9h47, são 7 horas de viagem e custa U$2,70;
- Matara (é a cidade mais próxima que chega trem, para ir a Dambulla) tem trens 6h43 e ás 9h47, são 71/2 de viagem e custa U$2,70. Fique esperto, porque ás vezes tem que trocar de trem em Kandy. 
Uma curiosidade 
Aqui e na região de Rize, na Turquia, plantam a mesma espécie (camelia cenensias), mas com técnicas de colheita diferente. Na Turquia colhem com uma tesoura grande e aqui no Sri Lanka, colhem as folhas, uma a uma com a mão.

De onde viemos e para onde vamos
Viemos de Kandy.
Depois de Ella, fomos para Dambulla. Pegamos um trem em Ella, para Matara (71/2 horas de viagem) e chegando lá pegamos um ônibus de 11/2 hora para Dambulla. Foi um longo e cansativo dia de viagem.


Na principal rua de Ella

13 Agosto, 2011

Kandy, Sri Lanka

Flores para Buda


Kandy, está na região montanhosa do país, já foi a capital do Sri Lanka e é um destino de peregrinação dos locais. Mas a passagem por Kandy não é nada imperdível. A cidade e seus templos, apesar de muito importante para os Singaleses, não nos impressionou!

Essencial
O melhor de Kandy está no Templo Sri Dalada Maligawa Sacred, que guarda a relíquia do dente sagrado de Buda, acredita-se que ele foi retirado durante a cremação do Buda em 543 a.C. e chegou ao Sri Lanka no século 4 d.C.  O templo esta às margens do lago da cidade, não deixe de ir até ao lago, é bonito e tem uma bela vista para cidade.
Importante: vá com um roupa que cubra os ombros e as pernas, senão não deixarão você entrar (uma blusa de manga curta, já resolve).
Abre das 5h30 ás 21h00 todos os dias. Tem cerimônias as 5h30, 9h30 e as 18h30. A entrada custa U$10. 

Um roteiro ideal em Kandy
Durma
apenas 1 noite, no outro dia acorde cedo (6h30), deixe as malas arrumadas no hotel, pegue um tuk tuk, peça para ele passar na estação de trem, compre a passagem para Nuwara Eliya (plantações de chá) para ás 10h40 ou para outro destino. Vá ao templo, depois volte para o hotel, pegue suas malas, vá para estação de trem e embarque para seu destino. Combine com o tuk tuk esse trajeto todo, o preço e peça para ele ficar te esperando nas paradas. Nós negociamos tudo isso por U$7 (Rs700). Foi esse o roteiro que fizemos e foi perfeito! Duas horas são o suficiente para fazer esse roteiro.
Outro destino legal para ir, partindo de Kandy, é Pinnawala (orfanato de elefantes), a 45 minutos ou Dambulla (templos), a 3 horas de Kandy.

Dormir 
É bom chegar com reserva de hotel. Sugerimos o Sevana Guest House.



Partindo de Kandy para outros destinos
Kandy está a: 6h15 de Ella (plantações de chá); 4h00 de Nuwara Eliya (plantações de chá); 45 minutos de Rambukkana, que é a cidade mais próxima que chega de trem para ir para Pinnawala (orfanato de elefantes); 3 horas de ônibus de Dambulla (tesouros budistas); 31/2 de ônibus de Sigiriya (anciente); 3 horas de trem de Colombo e 6 horas de trem de Galle (cidade de Herança Holandesa, próximo as belas praias).

De onde viemos e para onde fomos depois 
Viemos de Galle, pegamos um trem de 3 horas de viagem até Colombo e lá trocamos de trem para Kandy, mais 3 horas de viagem. Depois de Kandy, fomos para Ella, foram duras, mas lindas, 9 horas de viagem de trem.
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